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Clipping

03/10/2013 às 14:03

Oi e Portugal Telecom não explicam participação do BNDES e fundos de pensão na CorpCo

Escrito por: Redação
Fonte: Convergência Digital

Ao serem indagados sobre a participação do BNDES e dos fundos de pensão na nova organização societária da CorpCo, empresa resultante da fusão da Oi com a Portugal Telecom, o presidente da Oi e CEO da Portugal Telecom, Zeinal Bava, e o presidente do Conselho da Oi, José Carlos Cunha, não quiseram falar de montantes.

Afirmaram apenas que gostariam de ter o BNDES entre os acionistas que vão aportar R$ 2 bilhões até o final do primeiro semestre de 2014, quando a operação deverá ser concluída. Certo apenas que o BTG Pactual é o mais novo acionista da companhia e vai alocar parte desses recursos junto com os acionistas AG Telecom e La Fonte.

Em videoconferência realizada nesta quarta-feira, 02/10, para explicar a fusão entre a Portugal Telecom e a Oi, Zeinal Bava sustentou que o setor de Telecomunicações vive um período de forte consolidação e a fusão permite ambicionar uma internacionalização.

"Estamos criando uma empresa para ficar entre as 20 maiores do mundo num curto prazo. Esse é um setor que exige escala. Que exige capitalização. Estamos apostando na governança corporativa. Estamos simplificando os processos e queremos atrair novos investidores. Não há como sobreviver em Telecom sem dinheiro", disse.

Indagado mais de uma vez sobre como ficaria a participação do BNDES no capital acionário da nova companhia -q ue terá uma marca nova, mas por enquanto mantém as operações Oi e Portugal Telecom - Bava reiterou que gostaria de ver o banco entre os acionistas que vão capitalizar a nova empresa.

"Temos convicção que todos os atuais acionistas vão participar dessa capitalização", referendou José Carlos Cunha, do conselho da Oi. Mas o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, jogou cal nesse projeto ao afirmar, em Brasília, que o BNDES e os fundos de pensão não vão ampliar sua participação. Na verdade, terão o controle diluído, já que não farão novos aportes.

Com relação ao sonho da supertele brasileira, Bava foi taxativo. "O sonho não morreu. Essa é uma visão minimalista. Não houve um retrocesso. Criamos uma aliança atlântica. Houve um avanço. Vamos ao Novo Mercado. Queremos mais investidores", concluiu.