Receba no seu e-mail

Voltar

Clipping

29/06/2016 às 18:40

Oi fora do mercado coloca em risco operação das outras teles

Escrito por: Ana Paulo Lobo
Fonte: Convergência Digital

O presidente-executvo da América Móvil no Brasil, José Félix, não fugiu de falar sobre o pedido de recuperação judicial pedido pela Oi. Segundo ele, a situação é ruim para o mercado de telecomunicações no Brasil. "Não interessa para nós ter a Oi fora do mercado. A quebra da Oi não favorece a consolidação, como muitos podem achar", pontuou o executivo, durante a ABTA 2016, evento da TV por Assinatura, que acontece nesta quarta-feira, 29/06, em São Paulo.
 
Segundo Félix, ' o momento da Oi é muito chato', mas deixa claro que o negócio telecomunicações não é atrativo e que há uma grande dificuldade de se atrair novos players para o país."Um negócio que dá apenas 6% de retorno aos acionistas não é bom. Por isso, o Brasil não tem novos entrantes. Não é fácil investir R$ 30 bilhões como fizemos nos últimso três anos".
 
Apesar de se mostrar solidário à Oi, Félix aproveitou para dizer que o Grupo América Móvil é contra mudar as regras do jogo no setor- ou seja a revisão do contratos de concessão, onde haveria uma flexbilização no setor de telefonia fixa, um pleito considerado crucial para manter a operação da Oi. "Não queremos que a regra do jogo mude. Se as regras valem até 2025, elas devem ser mantidas", afirmou.
 
Fontes de outras operadoras presentes preferiram não falar oficialmente, mas sustentam que também não querem a Oi deixe de funcionar. "Seria perigoso para o mercado do ponto de vista operacional. Há redes interligadas e muitos serviços complementares", afirmou um executivo ao Convergência Digital.
 
O presidente da Anatel, João Rezende, deixou claro que a agência mantém a posição de não defender a intervenção na Oi. Segundo ele, há um monitoramento conjunto - Anatel e Minicom - e que, até o momento, não há necessidade de se nomear um interventor. "A Oi não tem pendência financeira no uso de redes de outras operadoras. A Oi com problemas de serviço não afeta só os consumidores. Ela também pode causar um risco sistêmico no setor, já que em muitos lugares ela é a rede compartilhada", observou Rezende.
 
A Oi confirma que a vida operacional da companhia não mudou. O diretor de Varejo, Bernardo Winik, informou que a companhia não registrou queda na procura de clientes por seus serviços após o pedido de recuperação judicial. "A vida operacionalmente continua a mesma. Vendas, recarga (de celular pré-pago) não diminuíram por causa disso", afirmou.