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Clipping

29/11/2016 às 14:53

Oi minimiza falência na Holanda e propõe pagar dívidas até R$ 50 mil

Escrito por: Luís Osvaldo Grossmann
Fonte: Convergência Digital

A Oi apresentou nesta terça, 29/11, um novo comunicado ao mercado, no qual minimiza um eventual pedido de falência da subsidiária holandesa da operadora. A empresa também informa ter apresentado à 7a Vara Empresarial do Rio de Janeiro, onde corre a recuperação judicial, uma proposta de pagamento antecipado das dívidas até R$ 50 mil. 
 
Como explica a tele no mesmo comunicado, essa proposta “abrange um universo de quase 58 mil credores com créditos até esse valor”. São 57.788 credores, que representam 86% do total de 66.705 credores da operadora. A Oi calcula que “tal proposta poderia resultar em um desembolso pela Companhia de um valor de até R$ 783 milhões”. Além desse pedido, a Oi começou a negociar com Anatel e AGU como resolver os R$ 20,2 bilhões em dívidas relacionadas ao órgão regulador. 
 
Para a empresa, a própria recuperação judicial protege de eventuais impactos de uma decisão, na Holanda, pela falência de duas subsidiárias. Formalmente informada pelos administradores judiciais holandeses dessa possibilidade, a tele brasileira “espera que disso não resultem impactos significativos na recuperação judicial e no dia-a-dia da Companhia no Brasil”. 
 
“A Companhia acredita que caso venha a ser realizada tal conversão, tal evento não prejudicaria o seu caixa ou as suas atividades operacionais e que tal conversão estaria restrita à jurisdição e lei holandesas”, sustenta no mesmo comunicado desta terça, reproduzido na íntegra abaixo: 
 
“A Oi foi informada pelos administradores judiciais holandeses que estes poderiam requerer a conversão dos dois procedimentos de suspension of payments (suspensão de pagamentos) das suas subsidiárias Oi Brasil Holdings Coöperatief UA - Em Recuperação Judicial ("Oi Brasil Holdings") e Portugal Telecom International Finance B.V. - Em Recuperação Judicial ("PTIF"), veículos financeiros da Oi na Holanda, em processos de falência. A Companhia acredita que caso venha a ser realizada tal conversão, tal evento não prejudicaria o seu caixa ou as suas atividades operacionais e que tal conversão estaria restrita à jurisdição e lei holandesas. A Oi espera que disso não resultem impactos significativos na recuperação judicial e no dia-a-dia da Companhia no Brasil, onde a Oi tomará as medidas necessárias para manter seus ativos preservados.
 
A Companhia informa ainda que participou de uma audiência de mediação com a Agência Nacional de Telecomunicações - Anatel com vistas a uma solução consensual para equacionamento das dívidas em que a Anatel é credora da Companhia.
 
Finalmente, a Companhia informa que apresentou ao Juízo no qual está em curso a recuperação judicial uma proposta de utilização da mediação como forma de solucionar os créditos de valor de até R$ 50 mil, o que abrange um universo de quase 58 mil credores com créditos até esse valor. Tal proposta poderia resultar em um desembolso pela Companhia de um valor de até R$ 783 milhões.
 
Todos estes fatores indicam claramente que a Oi permanece engajada na busca de um consenso para a aprovação de um plano de recuperação judicial que garanta a sustentabilidade, tendo inclusive sido iniciadas conversas com credores sobre potenciais alterações nos termos propostos para o plano de Recuperação Judicial da Companhia.”