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Clipping

12/09/2016 às 15:22

Oi não possui 'controlador, acionista majoritário ou acordo de acionistas'

Escrito por: Ana Paula Lobo
Fonte: Convergência Digital

Diante da reação dos credores ao plano de recuperação judicial, apresentado no dia 05 de setembro, o Conselho de Administração da Oi divulgou uma nota oficial nesta segunda-feira, 12/09, onde destaca que a "companhia não possui controlador, acionista majoritário ou acordo de acionistas". O comunicado ressalta ainda que "os membros do conselho foram eleitos legitimamente, seguindo todos os ritos de governança previstos na legislação. Seus representantes atuam de boa-fé visando defender os interesses da Oi".
 
No comunicado, o Conselho de Administração observa que o  "Plano da Oi apresentado no âmbito da Recuperação Judicial foi aprovado em reunião formal do Conselho de Administração. A elaboração do Plano e a Governança de aprovação cumpriram as previsões legais". Segundo ainda o comunicado, o plano "contempla proposta aos credores, considerando viabilizar a Recuperação da Oi e sua sustentabilidade. Os credores deverão avaliar o Plano, seguindo o processo formal da Recuperação Judicial, e se manifestar dentro de prazo legal. As discussões sobre o Plano devem ocorrer dentro dos processos formais da Recuperação Judicial, cabendo aos credores, como prevê a lei, decidir em assembleia sobre aceitação do Plano".
 
Na sexta-feira, 09/09, à Agência Reuters, um grupo de investidores, que planejam fazer uma oferta para assumir a operadora de telecomunicações em recuperação judicial Oi, disse que pode conquistar os credores descontentes com uma oferta mais atraente para o pagamento da dívida do que a apresentada pela empresa no início desta semana.
 
Também na semana passada, o principal grupo de detentores de dívida da operadora de telecomunicações Oi, o comitê diretivo de Bondholders, rejeitou o plano de reestruturação de dívida apresentado pela operadora. Em comunicado enviado ao mercado, os credores informaram que a proposta de reestruturação da dívida da Oi implica redução da dívida de 22 bilhões de reais, o que eles chamaram de "inaceitável".