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Clipping

10/08/2016 às 14:57

Oi rebate 'Société' e diz que só Justiça pode convocar assembleia

Escrito por: Luís Osvaldo Grossmann
Fonte: Convergência Digital

Mês e meio dentro de uma recuperação judicial de R$ 65 bilhões, a Oi enfrenta uma disputa interna pública disparada pelo acionista minoritário Société Mondiale, um fundo de investimento com 6,18% do capital da operadora. O fundo quer uma assembleia geral para discutir mudanças na diretoria e tenta convocar uma para daqui um mês. Para a Oi, apenas a Justiça, que toca o processo de recuperação, pode aprovar a reunião.
 
A resposta da Oi ao movimento do fundo veio em um comunicado ao mercado na manhã desta terça, 10/8. “A possibilidade de convocação de assembleia para deliberar matérias que resultem na eventual troca de membros da administração encontra-se sujeita a prévia autorização judicial, de acordo com as decisões proferidas pelo Juízo da 7ª Vara Empresarial da Comarca da Capital do Estado do Rio de Janeiro”, diz a nota da empresa. 
 
Na véspera, circulou a proposta de assembleia feita pelo Société Mondiale, fundo indiretamente gerido pelo empresário Nelson Tanure e que já tornara públicos os pedidos de mudanças na direção da Oi, notadamente dos nomes indicados pela Portugal Telecom, hoje Pharol. “Foi a Pharol quem levou a Oi ao patamar de dívidas que hoje se encontra e, por conseguinte, à recuperação judicial”, sustenta o documento de 15 páginas que defende a pauta para reunião em 8 de setembro.
 
Nelas, o fundo sustenta que houve fraude na fusão, seja por conta do ‘calote’ da Rio Forte, coisa de R$ 2,5 bilhões em dinheiro de 2014, e ainda pela “flagrante supervalorização” dos ativos que a PT colocou no negócio, cerca de R$ 5,7 bilhões. Essa é a base da acusação pela qual o fundo quer que Oi substitua e processe os membros do Conselho de Administração indicados pela Pharol. 
 
O objetivo, afirma, é “demonstrar concretamente ao mercado em geral – credores, órgãos reguladores, investidores, etc – que o nível de governança da Companhia é outro, que não serão mais tolerados atos de vilipêndio contra seu patrimônio, e que todos aqueles que tentarem de algum modo dela se valerem para seu benefício particular serão processados e responsabilizados pelos meios legais”. 
 
Para o lugar dos portugueses, o Société Mondiale já sugere substitutos. Entre eles o ex-ministro das Comunicações (2005-2010) Hélio Costa e o ex-presidente do BNDES (2006-2007) Demian Fiocca, além de Durval Soledade Santos, Pedro Grossi Junior, José Vicente dos Santos, Leo Julian Simpson, Jonathan Dann e Marcelo Itagiba.
 
* Com informações da Reuters