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Clipping

11/08/2010 às 22:04

Operadoras desmentem notícia sobre acordo para serviço de TV paga móvel

Escrito por: Fernando Paiva
Fonte: Teletime

Fontes das operadoras móveis e do mercado de TV por assinatura negam a informação publicada em matéria do jornal Folha de S. Paulo na edição desta quarta-feira, 11, de que as quatro grandes operadoras celulares brasileiras estariam preparando o lançamento em outubro de um serviço de TV móvel com assinatura mensal. A matéria foi a manchete principal do jornal.

O que está acontecendo de fato, segundo apurou este noticiário, são conversas entre um provedor da plataforma (a M1nd) e cada uma das operadoras que já têm hoje modalidades de serviços de TV por assinatura móvel sobre rede celular (TIM e Oi). O objetivo destas conversas é tão somente alterar a forma de empacotamento do produto. Trata-se de uma negociação que já acontece há mais de um ano e foi noticiada por TELETIME News em maio de 2009. Atualmente, TIM e Oi vendem pacotes de acesso a TV móvel de 30 minutos, 120 minutos ou 24 horas. Embasada em pesquisas com os telespectadores, a M1nd propõe que o pacote passe a ser mensal e que dê a possibilidade de o cliente escolher seu próprio lineup de canais. No momento, a TIM oferece 15 canais e a Oi, 16. A M1nd está concluindo negociações com o intuito de aumentar para 128 o número de canais distribuídos por sua plataforma. Como também já foi noticiado, a M1nd mantém negociações com outras operadoras, do Brasil e do exterior, para lançar o serviço de TV móvel, mas não há nada fechado até o momento.

TIM
Em maio de 2009, este noticiário informou que a TIM já estudava a possibilidade de mudar o empacotamento de seu serviço de TV móvel. Em razão da matéria da Folha desta quarta-feira, a operadora enviou comunicado oficial reiterando que "está sempre atenta a todas as oportunidades do mercado e, no momento oportuno, anunciará novidades do seu serviço de TV móvel, TIM TV". Especula-se no mercado que, nesse caso, possa haver de fato algum lançamento em outubro, como anunciou o jornal.

A Oi, por meio de comunicado, esclareceu que as informaçõs da matéria da Folha não procedem e informou que "não prevê investimentos para a TV digital móvel e que desde 2009 está focada no serviço de TV por satélite onde já dispõe de 265 mil clientes". A Vivo, por sua vez, negou que haja alguma negociação com a M1nd.

Pesquisa
De acordo com as pesquisas conduzidas pela M1nd, os consumidores estariam dispostos a pagar até R$ 29,90 por mês para acesso ilimitado ao serviço de TV móvel, sem cobrança à parte pelo tráfego de dados. A palavra final sobre preços de pacotes, contudo, caberá às operadoras.

As pesquisas da M1nd também indicam um interesse do consumidor em comprar vídeo on demand (VOD) e pay per view no celular. A plataforma da empresa está preparada para essa oferta e há conversas em curso com as operadoras sobre essa possibilidade.

TV analógica e TV digital terrestre
Cabe lembrar que o serviço oferecido hoje por Oi e TIM com a plataforma da M1nd nada tem a ver com TV analógica e nem com TV digital terrestre. Existem de fato alguns modelos de celulares com receptores de TV digital terrestre no padrão ISDB-T vendidos no País por algumas operadoras, mas a transmissão é feita pelas emissoras de TV, a recepção é gratuita e os canais em questão são aqueles da TV aberta. As operadoras não têm nenhum envolvimento.

No serviço da Oi e da TIM são oferecidos canais típicos de TV fechada, como Cartoon Network e CNN, e a transmissão é feita pela rede de dados das operadoras.

Quanto à TV analógica, o mercado brasileiro foi invadido há mais de um ano pela oferta clandestina de celulares com receptor desse sinal, a maioria fabricados por marcas desconhecidas na China, importados ilegalmente e não homologados pela Anatel. Mais recentemente, contudo, apareceram os primeiros modelos com receptor analógico devidamente legalizados, fabricados por marcas reconhecidas internacionalmente, como a ZTE e outros aparelhos montados com chips da Telegent. Tal como na TV digital terrestre, na transmissão analógica o sinal também é gerado pelas emissoras de TV e a recepção é gratuita.