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Clipping

21/11/2016 às 17:45

Operadoras vão investir 0,7% a mais neste ano, no mundo

Escrito por: Rafael Bucco
Fonte: Tele Sintese

Faturamento do setor de telecomunicações deve voltar a crescer em 2016, após declínio de 4% em 2015.

As operadoras de serviços de telecomunicações devem investir pouco a mais neste ano em suas redes, conforme dados levantados pela empresa de pesquisa de mercado IHS Markit. A projeção mostra que o Capex deve terminar 2016 apenas 0,7% maior que em 2015, totalizando US$ 341 bilhões.
 
A IHS Markit reforça que embora haja necessidade de altos aportes, os grupos de telecomunicações têm optado por estratégias pulverizadas, país a país, o que tende a limitar os investimentos. Depois de drástica queda em 2015, a expectativa é que o Capex mundial de telecomunicações se aproxime do mesmo patamar visto em 2014 apenas em 2020.
 
“Esse é o resultado de baixo crescimento na América do Norte, EMEA (Europa, Oriente Médio e África) e Cala (América Latina e Caribe), que só é prejudicado pelo declínio do investimento na Ásia, principalmente na China”, analisa Stéphane Téral, diretor da pesquisa divulgada hoje, 21, pela IHS Markit.
 
Segundo a empresa, a Europa vai ter a maior ampliação dos investimentos no ano, puxada pelo gasto com expansão da rede de banda larga fixa em fibra (FTTX). Os dispêndios com telefonia móvel e time-division multiplexing (TDM) devem cair. O gasto com software crescerá mais de dois dígitos, e deve encerrar 2016 representando quase metade do Capex total.
 
A conta da IHS leva em consideração operadoras e ISPS. As telcos devem vão representar 88% do Capex mundial do setor. A Ásia será o maior mercado, com 42% dos gastos, seguido de perto por América do Norte, com quase o mesmo montante.
 
O relatório também aborda o faturamento das companhias. Segundo a empresa, o setor deve voltar a crescer este ano, após um declínio de mais de 4% em 2015 nas receitas mundiais. Este ano, o crescimento deve girar na casa do 1%, somando US$ 1,93 trilhões. Novamente, a Ásia desponta como maior mercado, embora o mais lucrativo seja o norte-americano.