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Clipping

16/11/2016 às 15:39

Para teles, publicidade come 40% da franquia de dados

Escrito por: Luís Osvaldo Grossmann
Fonte: Convergência Digital

Segundo as operadoras móveis, 40% dos dados consumidos dos planos contratados ficam com propagandas indesejadas, janelas que se abrem automaticamente ou, como é cada vez mais comum, vídeos publicitários. Para as empresas, é algo que exige algum tipo de tratamento por parte das autoridades, especialmente a defesa do consumidor.  
 
“Quem leva é quem está fazendo a propaganda. Isso tem que ser encarado de frente. A culpa é da Google, que está dando uma coisa que você não pediu e ainda tira da franquia. Ou vamos responsabilizar quem? Você está recebendo uma propaganda que não pediu e está pagando por ela. Isso precisa ser visto de frente um dia”, dispara o presidente executivo do sindicato nacional das teles, Sinditelebrasil, Eduardo Levy. 
 
Ele explica que as empresas fizeram no Brasil um estudo específico sobre o uso de dados em conexões móveis à internet – e que comparam o consumo de dados em navegadores com e sem bloqueadores de propagandas. Daí o resultado de que, em média, 40% dos dados consumidos são publicidade. “A propaganda de terceiros consome a franquia, apesar de não ser pedida. E está crescendo cada vez mais. As propagandas agora vem em vídeos. O cliente não percebe mas isso consome da franquia”, insiste Levy. 
 
Para o sindicato das teles, o tema deveria ser tratado pela Secretaria Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça. O tema chegou a ser levado pelas empresas ao governo, mas antes da queda de Dilma Rousseff, portanto com outro governo (e especificamente com outra Senacon). “Isso é assunto para ser observado pela Senacon. É uma coisa nova. Mas há vários assuntos que demandam estudo permanente, acompanhamento permanente, para saber nas condições do Brasil que rumo vamos tomar”, diz o presidente executivo do Sinditelebrasil. 
 
Para Levy, o tema pode receber tratamento de alguma forma semelhante ao que se viu no Brasil para ‘fechar’ a Porta 25, por onde escoava spam em proporções que tornavam o país um dos campeões de publicidade indesejada. Por essa lógica, a publicidade e o consumo de dados poderiam ser alvo de medidas que mexem com a neutralidade de rede, mas em nome de um relevante interesse público