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Clipping

10/08/2016 às 16:07

Pharol acusa minoritário da oi de 'tentar tumultuar' recuperação judicial

Escrito por: RAFAEL BUCCO
Fonte: Tele Síntese

Portuguesa se manifesta sobre convocação de assembleia por parte do Société Mondiale, defende atual composição do conselho de administração, e se diz maior interessada no sucesso da recuperação judicial da operadora brasileira.

A portuguesa Pharol, maior acionista individual da Oi, emitiu nota ao mercado nesta quarta-feira, 10, na qual se defende das acusações feitas pelo fundo Société Mondiale e acusa o minoritário, ligado ao investidor Nelson Tanure, de “tentar tumultuar” a recuperação judicial da concessionária brasileira.
 
“A recente proliferação de manobras judiciais e administrativas, promovidas por um grupo específico de acionistas, tem como consequência trazer instabilidade para a companhia justamente no momento em que constrói seu plano de recuperação”, afirma a Pharol. A farpa também se dirige a outros acionistas minoritários que entraram com queixa-crime contra os gestores da Oi.
 
Acrescenta que encaminhou à Justiça os pedidos anteriores de realização de assembleias, e aguardava o aval – até que o fundo decidiu agir sem esperar. “Os pedidos de assembleia formulados pelo acionista em questão estão sob avaliação do Juízo da 7ª Vara Empresarial da Comarca do Rio de Janeiro, onde tramita a recuperação judicial da Companhia a pedido do Conselho de Administração da Oi. Foi determinada a manifestação prévia do Ministério Público e do Administrador Judicial. Mesmo assim, o Societe Mondiale promoveu a publicação de editais em desrespeito às decisões já proferidas, sendo que a Pharol já se manifestou nos autos do processo de recuperação judicial sobre o assunto”, diz.
 
Segundo a Pharol, o juiz da Recuperação Judicial já proferiu decisão determinando que qualquer alteração de controle ou de conselheiros depende de sua prévia aprovação, o que não foi objeto de qualquer recurso. Diz, ainda, que a atual composição do conselho de administração foi aprovada pela maioria dos acionistas. “O Conselho de Administração da Oi foi legitimamente eleito em setembro de 2015 com mais de 80% dos votos para mandato até a aprovação de contas do exercício de 2017”, diz.
 
Encerra o documento reiterando seu interesse em uma recuperação judicial bem-sucedida da Oi, seu maior investimento. “Pode haver outros acionistas interessados na Oi, mas nenhum deles têm interesse maior na recuperação dessa Companhia do que a própria Pharol”, finaliza.