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Clipping

03/04/2017 às 20:30

Por Internet das Coisas, Alemanha quer Europa liderando plano global de internet rápida até 2025

Escrito por: Redação
Fonte: Convergência Digital

A Europa, impulsionada pela Alemanha, quer liderar o desenvolvimento da Internet das Coisas e, para isso, está disposta a criar um plano global para fomentar a infraestrtura da internet rápida em todo o mundo até 2025. A Alemanha assumiu a presidência do G20 e quer colocar esse tema à mesa como prioridade, informou a ministra de Economia, Brigitte Zypries. 
 
Neste final de semana, acontece, em Dusseldörf, a primeira reunião de ministros do G20 encarregados de política digital. Uma cúpula do grupo está prevista para acontecer em julho. "A mensagem deve ser: estamos trabalhando juntos para criar as oportunidades da revolução digital disponível a todos e a regular por meio de uma estrutura de regras", afirmou Zypries à Reuters por email.
 
Os planos são objetivos: liderar as iniciativas de Internet das Coisas. Até 2020, 21 bilhões de dispositivos IoT serão usados em todo o mundo, ante apenas 5 bilhões no ano passado, segundo estimativa da consultoria Gartner. Contudo, especialistas argumentam que a falta de regras globais impedem o setor de atingir todo o seu potencial. Zypries disse não estar preocupada que os Estados Unidos não serão representados em nível ministerial na reunião na Alemanha, observando que a gestão do novo presidente Donald Trump ainda estava preenchendo dezenas de posições. 
 
"No final, não é uma questão de quem está sentando à mesa, e sim alcançar um resultado bom e resiliente juntos", afirmou ela. A ministra reiterou, contudo, preocupações com o crescente protecionismo dos EUA, destacando que empresas norte-americanas como Google, Facebook e Apple são líderes em produtos e serviços digitais.
 
"Elas exportam seus produtos e serviços de modo muito bem sucedido no mundo, também para Alemanha, e dependem do livre comércio. Os EUA também precisam de nossas máquinas e produtos para fortalecer a indústria americana", completou a ministra da Economia.