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Clipping

24/11/2014 às 16:25

Preço da banda larga cai, mas 60% do mundo segue sem acesso à Internet

Escrito por: Luís Osvaldo Grossmann
Fonte: Convergência Digital

O estudo Medindo a Sociedade da Informação, da UIT, destaca que o acesso à Internet continua a crescer – a alta foi de 6,6% desde 2013, ou 8,7% considerando-se apenas os países em desenvolvimento. Ainda assim, 4,3 bilhões de pessoas, ou mais de 60%, não fazem uso da rede mundial – 90% deles nos países em desenvolvimento, em particular nas 42 nações consideradas “menos conectadas”, onde vivem 2,5 bilhões de pessoas.

Há boas novas, como a queda contínua nos preços da banda larga – redução que chega a 70% entre 2008 e 2013 nos valores de ‘planos de entrada’. No mesmo período, a velocidade desses pacotes mais acessíveis de acesso à Internet subiu de 256 kbps para 1 Mbps. No geral, a fatia da capacidade de banda internacional nos países em desenvolvimento passou de 9% para 30% em 10 anos.

A UIT também estima que até o fim deste ano, 44% dos domicílios no planeta estarão conectados. Naturalmente, as diferenças são gritantes. Nos países ricos o acesso chega a 78% dos lares. Nos países em desenvolvimento, 31%. E nos 48 países que as Nações Unidas tratam como menos desenvolvidos, nem 5% das casas têm Internet.

A UIT calcula que até o fim deste 2014 haverá 7 bilhões de acessos móveis, “mas alerta contra a conclusão de que todos estão conectados; na verdade muitos usuários tem múltiplas assinaturas, com os números globais de crescimento na prática se traduzindo em melhoria real muito pequena”. Cerca de 450 milhões de pessoas vivem em regiões fora do alcance das redes móveis.

O Brasil é citado em sucessos, como ter alcançado 42% dos domicílios com acesso à rede. Também figura ao lado dos Estados Unidos e do Canadá por contar com ampla conectividade internacional, em parte graças a uma grande rede de cabos submarinos.

Por outro lado, a UIT lembra que “o preço dos serviços e TIC constituem um fator determinante. A capacidade de pagar continua como a principal barreira ao acesso à Internet em muitos países em desenvolvimento. No Brasil, por exemplo, 44% das casas com computador não tinham Internet em 2013 porque o serviço era considerado muito caro ou além das possibilidades”.