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Clipping

06/08/2015 às 17:34

Presidente da Ancine alerta: preço de TV por assinatura precisa ser ajustado à renda da população

Escrito por: Nathália Carvalho
Fonte: Portal Imprensa

O valor cobrado por pacotes básicos de TV por assinatura no Brasil é mais barato do que em outros mais de 30 países. Isso é o que mostra um estudo feito pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Embora o dado seja positivo, há algo que precisa ser considerado neste cenário: a renda da população. Foi exatamente sobre isso que o presidente da Agência Nacional do Cinema (Ancine), Manoel Rangel, falou durante sua participação no segundo dia do Congresso da Associação Brasileira de Televisão por Assinatura (ABTA). Para ele, os preços dos serviços de pay TV precisam ser ajustados ao salário da população.
 
Rangel afirma que o setor vive momentos de oportunidades, já que o crescimento dos serviços está acontecendo mesmo diante da crise pela qual passa o Brasil. O presidente da agência considera, entretanto, que a questão dos valores precisa de atenção. "O fator preço versus a renda da população tem de ser revisto. As iniciativas que possam dialogar com isso serão decisivas para o aumento de novos usuários. Precisa encontrar a equação". O executivo ressalta que a qualidade e diversidade de conteúdo vão colaborar para equalizar a balança de "preço x renda". "O cliente precisa estar satisfeito em pagar aquilo todo o mês. Temos que lembrar que esse dinheiro investido faz falta para a renda familiar", alertou.
 
Otimista, Rangel dedicou boa parte de sua apresentação a números que falam sobre o crescimento da TV paga no Brasil, embora o estudo mostrado por ele tenha apenas dados de 2007 a 2012. "O setor soube aproveitar os bons ventos da economia. Mas, ainda temos mercado pequeno perto do tamanho do nosso país. Temos muito espaço para crescer". O presidente da Ancine não descarta os desafios enfrentados nos últimos anos, como os ajustes para a lei 12.485/11. "Exigiu esforço de todos para a adaptação da lei. É preciso mudar a cultura, mas isso nos deu cenário de estabilidade. A maturidade para enfrentar os problemas foi decisiva neste processo e nos preparou para competir com outros serviços que chegam e ainda vão chegar ao mercado".
 
Quando o assunto é roubo de sinal, Rangel se mostra preocupado com a situação. Em pesquisa divulgada no evento, o crime já causa prejuízo de mais de R$ 4 bilhões ao setor. A questão complexa, para o executivo, precisa ser pensada. "Se você não entende que em uma ponta você tem o crime organizado e na outra o cidadão, fica difícil resolver o problema. Precisa mapear as áreas com mais foco de pirataria e criar estratégia para banir a prática".