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Clipping

21/10/2015 às 13:43

Promotores pedem prisão de jornalista acusado de difamar presidente sul-coreana

Escrito por: Redação
Fonte: Portal Imprensa

Jornalista pode ser condenado a 18 meses de prisão

Promotores sul-coreanos pediram uma pena 18 meses de prisão para o jornalista jornalista japonês Tatsuya Kato, acusado de difamar a presidente da Coreia do Sul, Park Geun-hye. Ele teria divulgado rumores de que ela esteve ausente durante o naufrágio de um ferryboat no ano passado por estar num "encontro íntimo" com um ex-assessor.
 
Segundo AP, os promotores alegam que o repórter do jornal Sankei Shimbun não fez esforços para apurar se o rumores sobre a presidente eram verdadeiros antes de publicar a matéria, em agosto de 2014.
 
O advogado, no entanto, afirma que o jornalista serviu ao interesse público ao relatar o paradeiro da presidente durante o acidente. A sentença de Kato foi marcada para 26 de novembro
 
Kato foi indiciado em outubro do ano passado após seu artigo informar que Park estaria num encontro amoroso durante a crise gerada pelo acidente que resultou na morte de mais de 300 passageiros da embarcação. A presidente e o governo sul-coreano foram criticados pelo fracasso na operação de resgate e e mídia do país insistiu em questionar porque a chefe de Estado teria desaparecido no dia desastre.
 
A acusação do jornalista japonês levantou questões sobre a liberdade de imprensa na Coreia do Sul. Críticos ao governo acusaram a Park de reprimir os jornalistas numa tentativa de controlar a sua imagem na imprensa.
 
A ONG Repórteres sem Fronteiras pediu ao tribunal sul-coreano que evite que Kato seja condenado à prisão. "Processar um jornalista para questionar as ações da presidente é inconcebível em um estado que se considera uma democracia", disse Benjamin Ismail, chefe do escritório da Ásia-Pacífico do grupo.