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Clipping

06/01/2014 às 23:01

Queda nas vendas de TVs nos EUA será compensada por aumento de preços

Escrito por: Redação
Fonte: Tela Viva

Mais dois anos. É esse o tempo que a indústria de televisores ainda deve levar para começar a ver uma aceleração mais efetiva na adoção dos aparelhos UHD. Ainda que eles já estejam disponíveis em grande número no mercado norte-americano. Será um crescimento importante, mas a estimativa da Consumer Electronics Association é que as TVs UHD não compensem uma desaceleração que está prevista no mercado de displays. Em 2014, devem ser vendidas 485 mil nos EUA. Em 2013, foram apenas 57 mil. Em 2015 já devem ser 1,2 milhão de TVS UHD. E em 2017, 2,9 milhões.
Segundo os estudos da CEA apresentados durante a CES 2014, que acontece esta semana em Las Vegas, a partir deste ano deve começar a haver uma queda de cerca de 1% ao ano no total de televisores vendidos nos EUA (foram 41,5 milhões em 2013), pelo menos até 2017. As receitas, por outro lado, devem crescer cerca de 6% ao ano até 2017, partindo do patamar de US$ 21 bilhões por ano obtido em 2013.
Mas existe uma tendência importante que começa a se reverter. De 200 para cá, a queda no preço médio do televisor HD foi dramática. Em 1999, estava em US$ 3,1 mil em média. Em 2013, a média do preço de um televisor vendido nos EUA era de US$ 493. A tendência é uma recuperação, chegando a US$ 638 em 2017, projeta a CES. A razão é a introdução de tecnologias mais caras, como UHD, telas OLED e televisores de mais polegadas.
A tendência, aposta a CEA, que pesquisa milhares de estabelecimentos comerciais e faz levantamento junto aos fabricantes, é que as TVs com tecnologia plasma desapareçam do mercado já esse ano, quando menos de 3% dos televisores vendido terão essa tecnologia. Para 2017, a expectativa é que as TVs OLED já representem 6% das vendas. O resto, obviamente, é LED/LCD. Em 2014 devem ser vendidos apenas 190 mil televisores com OLED, e a barreira de um milhão só será batida em 2016, segundo a CEA.TVs gigantesO que faz o mercado dos EUA diferente do resto do mundo é o gosto por TVs gigantes. É o mercado onde elas mais vendem, e a tendência é de crescimento. Em 2013, 43% das TVs vendidas tinham mais de 40 polegadas. Em 2017, serão 52%, projeta a CEA. E as TVs com mais de 50 polegadas, que em 2013 representaram 24% do mercado, devem ter 33% de market share em quatro anos. Não por acaso, as estrelas da CES 2014 são as TVs acima de 70 polegadas, chegando a lançamentos de 110 polegadas da LG e Toshiba.
As TVs conectadas, pelo menos no mercado dos EUA, se firmaram definitivamente. Em 2013, 29% dos televisores comercializados eram conectados. Em 2014, devem ser 40%, e em 2017 serão 66% dos televisores vendidos nos EUA.Internet pouco importanteAs TVs conectadas podem ter implicações grandes na indústria de telecomunicações e na distribuição de conteúdos, mas não são um fator decisivo para a venda de novos televisores. A CEA diz que entre as razões pelas quais as pessoas estão trocando as TVs (ciclo que esta na casa dos 8 anos nos EUA, onde existem 330 milhões de TVs no mercado), 59% alegam obsolescência ou problemas técnicos, 43% buscam mais qualidade de imagem, 42% querem telas maiores, 27% querem maior eficiência energética, 25% querem a mais recente tecnologia, e apenas 19% compram uma nova TV para ter ela conectada à Internet.Pressão na TV pagaSegundo as pesquisas da CEA, 63% das pessoas que estão comprando TVs UHD ou pretendem fazê-lo, esperam que seus provedores de TV paga provenham o conteúdo necessário. 60% das pessoas também esperam não ter que trocar o restante dos dispositivos, e 51% acham que não comprariam uma TV UHD se precisassem comprar um novo dispositivo ou contratar um novo serviço. Nos EUA, nenhuma operadora de TV a cabo ou satélite começou a distribuir conteúdos em UHD ainda, pelo menos em base comercial.
A questão volta a ser quem dará o primeiro passo. Aparentemente, as TVs UHD não vendem muito ainda porque são caras e porque não há conteúdo.