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Clipping

10/12/2010 às 15:43

Radiodifusores defendem manutenção de frequência da TV analógica

Escrito por: Lúcia Berbert
Fonte: Tele Síntese

O argumento é de que, caso devolvam as frequências após a migração total para a tecnologia digital, a TV aberta em 3D não será possível.

O representante da Sociedade Brasileira de Engenharia de Televisão (Set), João Braz, pediu o apoio nesta sexta-feira (10) dos membros do Conselho Consultivo da Anatel para a luta dos radiodifusores pela não devolução da faixa de 700 MHz após a total digitalização da TV aberta, como está previsto no decreto da implantação da TV digital. Ele alega que a evolução da TV em terceira dimensão ou ultra definição necessitará de mais banda além dos 6 MHz previstos hoje.

Pelo decreto, as freqüências de VHF usadas pela TV aberta terão que ser devolvidas no final da transição da tecnologia analógica para digital, que deve estar concluída em 2016, quando está prevista o switch-off (desligamento) da TV analógica. A tendência é de que essa frequência seja destinada para os serviços móveis.

Os conselheiros disseram que não têm posição fechada sobre a questão, mas se comprometeram em solicitar uma apresentação do planejamento da gestão de frequência à Anatel, para ver o que está sendo previsto para cada serviço nos próximos cinco anos. Alfredo Ferrari, vice-presidente da Nextel e representante das prestadoras no conselho, lembrou que a realização da Copa do Mundo, em 2014, e dos Jogos Olímpicos, em 2016, poderá requerer uma nova previsão de destinação de frequência para os serviços de telecomunicações e de radiodifusão.

Ferrari apresentou requerimento solicitando uma reunião específica para debater a gestão do espectro. O presidente do SindiTelebrasil, Eduardo Levy, presente à reunião, disse que o planejamento das frequências deve estar de acordo com as recomendação da União Internacional de Telecomunicações (UIT), para garantir economia de escala.

Braz acredita que o desligamento da TV analógica não ocorrerá no prazo estipulado, de 2016, pela dificuldade das retransmissoras regionais, cerca de 10 mil, em migrar para a nova tecnologia. Ele prevê o atraso de pelo menos dois anos. “Em todo mundo tem acontecido isso”, argumenta.