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Clipping

09/08/2016 às 15:10

Receita trimestral das teles com dados cresce 128% e chega a R$ 7 bilhões

Escrito por: Luís Osvaldo Grossmann
Fonte: Convergência Digital

Ao analisar o desempenho do mercado da telefonia móvel no Brasil ao longo dos últimos anos, a Anatel aponta para uma transição das receitas de voz em queda, enquanto cresce a participação do uso de dados – até por conta da natural substituição dos acessos por 3G e 4G. 
 
Nas contas feitas pela agência, e apresentadas no ‘Relatório de Acompanhamento SMP 1T16’, “o total de tráfego de dados [saiu] de 35 milhões de megabytes em 2012 para quase 180 milhões de megabytes no terceiro trimestre de 2015. Um crescimento de 402% em relação ao primeiro trimestre de 2012, com um substancial crescimento médio de 19,6% por trimestre e acelerando”.
 
Em dinheiro a alta foi menor, mas ainda significativa. “As receitas de tráfego de dados cresceram 128% entre o primeiro trimestre de 2013 e o terceiro trimestre de 2015” – no período, a taxa média de crescimento trimestral foi de 13% para o tráfego e 8,56% das receitas. 
 
Paralelamente, há queda nos ganhos com o SMS. “Observa-se, desde o final de 2013 uma acentuada redução da quantidade de SMS enviados, muito em função das aplicações over the top (OTTs) que vem substituindo esse serviço.” Assim, enquanto os dados pulavam os 402% mencionados, a demanda por SMS teve uma redução de 60% desde 2012.
 
Segundo a Anatel, entre 2009 e 2015, a receita operacional líquida das operadoras móveis “saiu de pouco mais de R$ 12,14 bilhões para aproximadamente R$ 14,27 bilhões. Um crescimento de aproximadamente 17%.” O desempenho ficou pior em 2015, quando na prática a ROL trimestral caiu do patamar de R$ 17 bilhões que alcançara em 2014. Um dos resultados desse cenário é que os dados (cerca de R$ 7 bi no 3T15) respondem por quase 50% da ROL do mesmo período (R$ 14,27 bi).
 
“Observa-se que no mesmo período (1T13 a 3T15), em que houve o aumento de 52% das receitas de trafego de dados, ocorreu simultaneamente a redução de 69% das receitas de interconexão fixo-móvel e 63% das receitas de interconexão móvel-móvel”, lembra a análise. Em razoável medida, fruto da queda do valor da VU-M, que além do impacto direto no valor das receitas, provoca uma alteração no mercado em si visto que “a redução do valor de uso de rede móvel (VU-M), a interconexão móvel, reduz o incentivo a múltiplos recursos de numeração (SIM cards)”. 
 
Ao destacar o movimento como “um processo de amadurecimento do SMP no Brasil”, a Anatel lembra de mudanças no perfil geral – como a relação de pré-pagos/pós pagos passando de 80%/20% para 70%/30%. Nesse sentido, “as prestadoras focam não apenas em ganhar novos clientes, mas principalmente em elevar a receita gerada por cada um deles. Essa parece ser uma das principais estratégias para contornar o quadro de contração de receitas verificado no relatório.” A agência também ressalta que o cenário de receitas não avaliou outros ganhos potenciais, notadamente em internet das coisas e m-payment.