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Clipping

13/10/2015 às 15:34

Repórter da Al Jazeera é atacada com bomba de gás lacrimogêneo durante link ao vivo

Escrito por: Redação
Fonte: Portal Imprensa

A jornalista Hoda Abdel Hamid, correspondente da Al Jazeera na Cisjordânia, fazia uma transmissão ao vivo quando foi atacada pelas tropas israelenses com bombas de gás lacrimogêneo. O incidente ocorreu no último sábado (10/10), na região de Beit El.
 
Repórter continuou narrando reportagem até efeito do gás atingi-la
 
A repórter seguiu com as informações após o ataque até não conseguir falar por conta do efeito do gás.  A equipe havia sido alertada por soldados sobre o risco de permanecer no local, mas acreditou que não seria atingida.
 
Mais tarde, Hoda comentou o episódio em sua conta no Twitter. "O que aconteceu com a nossa equipe hoje foi apenas uma pequena fração do que os Palestinos têm enfrentado ao longo dos anos", escreveu.
 
O Centro Palestino para o Desenvolvimento e a Liberdade de Imprensa fez um alerta sobre o aumento da violência contra jornalistas desde o início do mês. Forças israelenses e manifestantes palestinos se enfrentam em meio a uma série de ataques diários que acabam afetando os profissionais que cobrem o conflito na região. 
 
De acordo com o The New Daily, foram registrados, pelo menos, sete ataques contra jornalistas nos últimos 12 dias. Um dos incidentes feriu a correspondente Hana Mahameed, da emissora Al-Mayadeen.
 
Mesmo depois de ter sido atingida no rosto por uma granada, a repórter foi ao ar horas mais tarde. Ela foi ferida durante um confronto entre a polícia israelense e manifestantes palestinos em Jerusalém Oriental.
 
A correspondente Muhammad Sayyad disse à Al Jazeera que a violência "não é algo novo para nós [jornalistas]", mas que aumentou ultimamente. O diretor do Centro para a Liberdade, Mousa Rimawi, concordou. "Israel não quer que informem sobre os ataques [...] também não quer aqueles que mostrariam a violência ao mundo", disse.
 
O porta-voz do Exército israelense Arye Shalicar argumentou que os jornalistas nunca foram alvos intencionais dos ataques. "Se um repórter fica no meio de um violento protesto, com dezenas ou centenas de manifestantes atirando pedras e coquetéis molotov, é claro que é perigoso", disse.