Receba no seu e-mail

Voltar

Clipping

14/12/2013 às 06:04

Sertão russo

Escrito por: Redação
Fonte: Folha Online

Um trabalho de 30 anos de Jerusa Pires Ferreira, professora da pós-graduação em Comunicação e Semiótica PUC-SP, com a colaboração do marido, o tradutor Boris Schnaiderman, ganhará forma em março pela Ateliê Editorial. "Conto Russo no Sertão" trata do percurso do conto popular universal desde sua coleta pelo russo Aleksandr Púchkin (1799-1837) até sua chegada ao Nordeste brasileiro, na forma de literatura de cordel. De Boris, estão presentes traduções, feitas há duas décadas, de "O Conto do Czar Saltan", de Púchkin, e "O Trovador Kherib", de Mikhail Lérmontov (1814-1841).

Aos 96, Schnaiderman, tradutor pioneiro do russo no Brasil, não trabalha mais sozinho. Apenas refaz antigas traduções, diz Jerusa. O casal vem relendo textos do semioticista Yuri Lotman. "Boris lê em russo, eu anoto, discutimos as formas e vamos aprimorando."

As donas do National
Já têm donas no Brasil os vencedores das duas principais categorias do prestigioso National Book Award, anunciados no fim de novembro.

Após disputa entre editoras, o romance "The Good Lord Bird", do músico e escritor James McBride, vencedor em ficção, ficou com a Bertrand Brasil. Do autor, a casa publicou, em 1998, as memórias "A Cor da Água". O novo livro, sobre um pioneiro abolicionista, sai aqui no primeiro semestre de 2014. Desbancou, no prêmio, "Bleeding Edge", de Thomas Pynchon.

Já o vencedor em não ficção, "The Unwinding", de George Packer, sobre o declínio econômico americano, está previsto para junho pela Companhia das Letras.

HQ

"Trinity", do americano Jonathan Fetter-Vorm, conta a história da corrida pela criação e da decisão de lançar a primeira bomba atômica, em 1945; o livro, a primeira graphic novel da Três Estrelas, sai em janeiro.

Quadrinhos digitais
O site Mais Gibis deve estrear nos próximos meses com a proposta de vender e-books de quadrinhos sem o mecanismo de segurança DRM (sigla em inglês para gerenciamento de direitos digitais, que impede cópias).

Quadrinhos digitais 2
Em fase de testes, o projeto de Fabiano Denardin --editor da linha de HQs adultas Vertigo, na Panini, e criador do site Outros Quadrinhos, com Érico Assis-- já conta com a adesão de duas casas, a Mythos e a Balão Editorial.

Raízes
Um thriller que junta a tradição "noir" francesa com uma história tipicamente brasileira --o assassinato de um líder sindical no Nordeste-- resultou da experiência de oito anos do tradutor francês Hubert Tezenas como morador de Pernambuco. Publicado em maio na França, "L"Or de Quipapá" (o ouro de Quipapá) foi comprado pelo selo Vertigo, da Autêntica, e sai aqui no segundo semestre do ano que vem.

Raízes 2
Tezenas é tradutor de Alberto Mussa e Edney Silvestre na França.

Clássico
A coleção Clássicos Zahar, que já publicou em edições de luxo obras como "Alice", de Lewis Carroll, e "Os Três Mosqueteiros", de Alexandre Dumas, terá seu primeiro título em língua portuguesa. O escolhido foi "Os Maias", de Eça de Queiroz.

Clássico 2
A edição terá apresentação de Mônica Figueiredo, notas, cronologia e anexo sobre as ilustrações, inéditas em livro. Elas foram criadas pelo arquiteto Wladimir Alves de Souza, integrante do grupo de fãs do autor que, nos anos 1950, criou o chamado Clube do Eça.

É meu
O anúncio de que a Companhia das Letras publicará quatro títulos de Millôr Fernandes (1923-2012), homenageado da Flip 2014, não interfere nos planos da Nova Fronteira de demarcar terreno na obra do autor.

É meu 2
A casa informa que "ainda reúne a maior parte das obras autorais" de Millôr e prepara dois inéditos. E ainda promete um "belo plano editorial de lançamento e renovação da obra", tudo sob curadoria de Ivan Fernandes, filho do autor.

Raquel Cozer é jornalista especializada na cobertura de literatura, mercado editorial e políticas de livro e leitura. É colunista e repórter da "Ilustrada", na Folha, desde 2012, com passagem anterior pelo caderno de 2006 a 2009. Foi repórter do "Sabático", no "Estado de S. Paulo", e do jornal "Agora", do Grupo Folha. Também trabalhou nas editoras Abril, Globo e Record. Escreve a coluna Painel das Letras, aos sábados.

Colunas anteriores