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Clipping

01/02/2007 às 11:37

Spectrus lança modelo de TV por assinatura para empresas

Escrito por: Ana Paula Lobo
Fonte: Convergência Digital

Levar o conceito de comercialização adotado pelas TVs por Assinatura para o segmento corporativo. Esse é o objetivo da Spectrus, produtora de conteúdo com 25 anos de atividade, que a partir do dia 05 de fevereiro começa a oferecer a modalidade em todo o país.
"A Spectrus será uma operadora de TV por assinatura para as corporações. Nós vamos cuidar de tudo. Desde a questão da capacidade satelital, até a disponibilização dos equipamentos necessários, suporte e manutenção com pacotes diferenciados", antecipa em entrevista exclusiva ao Convergência Digital, o diretor e fundador da Spectrus, Marcos Galassi.
Além de toda a parte técnica-operacional - a Spectrus estruturou um teleporto numa área central da capital paulista - no bairro da Vila Mariana - com o intuito de criar um media center, ou seja, disponibilizar uma área de fácil acesso às empresas para a produção e edição do conteúdo desejado para o canal corporativo.
"Esse é um filão que tende a crescer cada vez mais. É a evolução da TV executiva. Atualmente, as empresas utilizam o modelo para simplificar a comunicação entre matriz e filiais. Há um mundo de aplicações que podem ainda ser desenvolvidas nessa área", explica Galassi.

Sob demanda

Do ponto de vista técnico-operacional, a Spectrus definiu pacotes com preços diferenciados para empresas. Em todos eles, a operadora irá disponibilizar o sinal de satélite e o equipamento necessário - o receptor digital, que será fornecido pela NextVision (Only TV), e que tem como diferencial estar preparado para VOD - video on demand e gravação digital. Nesta primeira fase - nos próximos três meses - a Spectrus está capacitada para fornecer até 2000 mil pontos em todo o país.
"O equipamento a ser utilizado é o Only TV, que anunciamos durante a ABTA(evento realizado em agosto). Ele é o primeiro a ser fabricado no país e, em função disso, houve atrasos. Mas, hoje, ele é um decoder com gravador digital. Ele é um produto que faz a diferença na nossa oferta e estamos aptos a fazer suporte e manutenção em todo o país. Além disso ele é IP", destacou Galassi.
Os pacotes disponíveis têm custo bem semelhantes aos praticados pelas operadoras de TV por assinatura. O básico, por exemplo, conta com quatro horas de programação e 100 pontos, custará R$ 160,00/mês. Podendo chegar até 1000 pontos por empresa. Neste caso, o custo cai do equipamento. Também haverá a opção da cláusula de fidelidade - 12, 24 ou 36 meses.
"É um modelo tradicional que o mercado conhece e que nos ajudará a fomentar o negócio. Nós só não vamos ter programação como TV por assinatura e, isso precisa ficar bem claro. A nossa proposta é alugar esse horário para que as corporações divulguem os seus conteúdos", declara Galassi.
A capacidade satelital está sendo contratada com fornecedores que cobrem todo o país, América Latina e, até mesmo, outras áreas. "Muitas multinacionais querem fazer do serviço um meio de comunicação interna", reforça o presidente da Spectrus.
Apesar de ter a capacidade de prover outros serviços, entre eles, acesso à Internet em alta velocidade e VoIP, por exemplo, a Spectrus, pelo menos, nessa fase inicial não tem o interesse de investir na oferta de serviços diferenciados.
"Queremos consolidar o nosso mercado que é a TV corporativa. O serviço já começa com um cliente, mas o nome da empresa não pode ser ainda revelado. "Mas essa empresa já contratou 500 pontos", diz Galassi, que assegura ainda não estar, em nenhum momento, competindo com as TVs por assinatura existentes hoje.
"Elas não atuam no mercado corporativo e não têm esse modelo de negócio", diz o executivo, que no entanto, admite que haverá, sim, um encontro mais à frente com as operadoras de telecomunicações, que começam a apostar em novos modelos de utilização da rede.
"Ainda assim acho que vai demorar um tempo para que elas possam ter uma oferta completa. Além disso, é um negócio que pode vir a viabilizar parcerias interessantes", finaliza Galassi. O montante investido na viabilização do projeto não foi revelado pelo executivo. Em 2007, a expectativa da Spectrus é comercializar 10 mil pontos em todo o país.