Receba no seu e-mail

Voltar

Clipping

28/06/2016 às 21:22

Teles e TVs comerciais aprovam extinção do ministério das Comunicações

Escrito por: Luís Osvaldo Grossmann
Fonte: Convergência Digital

Longe da mobilização de cientistas e pesquisadores brasileiros, as operadoras de telecomunicações e as emissoras de televisão comerciais têm muito pouco a dizer sobre a incorporação do Ministério das Comunicações pela pasta de Ciência, Tecnologia e Inovação. 
 
Um mês e meio depois da extinção do Minicom, a radiodifusão já incorporou a ideia de que há um clamor popular pela redução de ministérios. Ao tratar do assunto no Senado nesta terça, 28/6, a Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e TV, sem surpresas, abraçou o argumento do governo interino.
 
“Mesmo o setor de comunicações tendo sido, entre aspas, o setor preterido, o ministério preterido, o ministério extinto, nós entendemos que faz todo o sentido, tem toda a sintonia, essa fusão, pela familiaridade dos temas”, afirmou o presidente da entidade, Daniel Slaviero. Seu colega da Abratel, Luiz Claudio Costa, seguiu a mesma linha.
 
As operadoras de telecomunicações, embora também convidadas, nem foram à CCT do Senado. Mas mandaram uma carta na qual o Sinditelebrasil “reconhece a necessidade em executar medidas de ajustes fiscais e econômicos no país e espera que a fusão desses ministérios contribua com o fim dos obstáculos para desenvolvimento da Ciência, Tecnologia e Inovação no país”. 
 
Além disso, espera o sindicato das operadoras que “as autoridades reconheçam a essencialidade das telecomunicações para o processo de desenvolvimento da nação e de seus cidadãos e incluam os serviços e aparelhos em suas prioridades, adotando o cumprimento das politicas públicas que incentivam de fato a inclusão na sociedade do conhecimento de número cada vez maior de brasileiros.”
 
Prioridades
 
Já para a secretária-geral do Fórum Nacional pela Democratização das Comunicações, Bia Barbosa, a extinção do Minicom deixa em suspenso uma série de políticas públicas, seja na massificação da banda larga, nos editais para radiodifusão comunitária ou mesmo na atual transição para a TV Digital. 
 
“Nossa preocupação é do ponto de vista das prioridades políticas. Temos 40% da sociedade que não têm acesso à internet, e, se não houver um papel do Estado em fomentar esse acesso, vamos continuar a ter cidadãos que têm acesso e outros que nunca vão entender e poder usufruir dessas tecnologias”, lembrou.
 
“Não vimos ainda nenhuma declaração do novo ministro sobre o que vai acontecer com o Brasil Inteligente, com o Canal da Cidadania, com o plano de outorgas que foi aprovado mas que já está com editais sendo suspensos, e o que vai acontecer com a própria TV Digital”, concluiu Bia Barbosa.