Receba no seu e-mail

Voltar

Clipping

01/11/2016 às 16:34

Teles e TVs reclamam de troca de faixas entre os dois setores

Escrito por: Luís Osvaldo Grossmann
Fonte: Convergência Digital

As operadoras móveis reclamaram nesta terça, 1º/11, da proposta da Anatel de uma troca de fatias do espectro entre elas e as emissoras de televisão. Pelo que a agência pretende, serão transferidas à televisão as faixas de 2025 MHz a 2110 MHz e 2200 a 2300 MHz, para os serviços de SARC e RpTV (repetidoras). 
 
A proposta também prevê que o Serviço Móvel Pessoal vai ficar com a radiofrequência entre 2,3 GHz e 2,4 GHz. E por isso a audiência pública sobre o tema também implicou em queixas das emissoras de televisão, que também não querem ceder parte do que detém a outro segmento econômico. 
 
“Nossa preocupação é que se trata de uma faixa muito utilizada e haverá enorme impacto econômico”, afirmou o diretor do Sinditelebrasil Sérgio Kern, ao apontar que a mesma proposta da Anatel não prevê nenhuma forma de indenização pelo espectro que agora será destinado a outra atividade. 
 
“Essa faixa, que colocamos como crítica, nos traz uma grande capacidade e está sendo elegível para operação em banda larga. Se a Anatel conferir com os fornecedores, vai verificar que eles já têm produtos ofertados”, emendou o diretor do Sinditelebrasil. 
 
A proposta da Anatel endereça um problema atualmente vivenciado pela radiodifusão, notadamente na realização de reportagens externas. É que o uso da faixa de 2,4 GHz para esse tipo de transmissão cria interferências com sistemas de WiFi.
 
Embora tenham apreciado essa mudança – pleito que não é recente do setor – as emissoras de televisão indicaram que não ficaram satisfeitas em ‘perder’ a fatia de 2,3 GHz a 2,4 GHz, na ‘solução de compromisso’ da agência de compensar cada um dos segmentos. 
 
“Em todas as emissoras o espectro entre 2300 e 2400 também é utilizado, e não só em grandes eventos como Fórmula 1 ou Carnaval, mas nos eventos do dia a dia, do futebol, qualquer evento nos finais de semana. Para q todas as emissoras tenham a possibilidade de fazer seu próprio jornalismo, essa faixa também é necessária e a destinação para o SMP pode ser discutida”, alertou o engenheiro da TV Globo Francisco Peres. 
 
Segundo o gerente de espectro da Anatel, Agostinho Linhares, a agência lida com “o desafio de identificar qual faixa traz maior retorno para a sociedade”. Ao sustentar que a proposta é equilibrada, lembrou que a radiodifusão vai ganhar a faixa de 3,3 GHz a 3,4 GHz para ampliar as transmissões de externas. Já as demandas das operadoras móveis, acredita, diz que “o que vislumbramos seria rever o spectrum cap, algo endereçado no planejamento estratégico da agência”.