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Clipping

18/05/2016 às 18:17

Teles insistem que franquia na internet é necessária para preservar as redes

Escrito por: Luís Osvaldo Grossmann
Fonte: Convergência Digital

As operadoras de telecomunicações seguem firmes no discurso de que a franquia na internet é necessária para educar os clientes, de forma que eles aprendam a respeitar os limites da capacidade das redes. Particularmente, medidas para punir os grandes culpados pelo uso da limitação: quem usa muito a internet. 
 
Os grupos Vivo e Claro chegaram até a dimensionar esse “problema”: 2% de seus clientes usam demais a internet, até 20% da capacidade das redes, ou mais. “A gente não pode vender como ilimitado o que é limitado. Tem uma capacidade de infraestrutura que precisa ser respeitada”, resumiu o diretor de relações institucionais da Claro, Fábio Andrade. 
 
Seu colega na Vivo, Enilson Camolesi, emendou na mesma linha que “o que tem que ser colocado é a capacidade de investimento, temos que ter sim limitação”. Segundo ele, “o vídeo levou a um tráfego muito grande na rede, tem que ser dimensionado, discutido, porque a capacidade é limitada”. E ainda: com poucos usuários usando mais do que os outros clientes, há um “subsídio invertido”. Ou seja, todos dividem os custos, mas uma parcela pequena usa mais. 
 
Como explicou o diretor do sindicato nacional das operadoras, Sinditelebrasil, Carlos Duprat, a questão, portanto, é ajustar a cobrança. Ao adotar as costumeiras alegorias rodoviárias, ele afirmou que “hoje a moto paga igual à jamanta. Temos que disciplinar isso de alguma forma”. 
 
Curiosamente, o debate na Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados, nesta quarta, 18/5, não explorou melhor o argumento. Ao menos para perguntar às empresas qual a proporção dos clientes que consomem menos do que pagam. O foco em mais de três horas de audiência pública ficou nas queixas à Anatel por conta do que os parlamentares entendem como uma postura mais favorável às empresas do que aos consumidores.