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Clipping

01/11/2016 às 16:37

TIM vai usar o 700 MHz para competir com a banda larga fixa

Escrito por: Ana Paula Lobo
Fonte: Convergência Digital

A TIM vai competir com as operadoras de telefonia fixa pela banda larga tão logo a faixa de 700 Mhz seja liberada pelas TVs, reforçou o presidente da operadora, Stefano De Angelis, nesta terça-feira, 01/11, durante teleconferência de resultados do terceiro trimestre.
 
Segundo ele, há milhares de cidades no Brasil com banda estreita de acesso e a liberação do 700 MHz é a oportunidade para criar valor ao 4G. "Vamos competir porque o 4G em 700 Mhz nos permite ofertar um serviço de banda larga móvel de última milha, com menor latência", explicou o CTO da TIM, Leonardo Capdeville.
 
O executivo reforçou ainda que para alcançar essa meta, a operadora está ampliando a cobertura 3G no Brasil, em especial, no Nordeste, com referência à Bahia, Sergipe e Minas Gerais, que devem ser, de acordo com a EAD, administradora da faixa 700 Mhz pelas teles, as primeiras áreas a terem a faixa do espectro liberadas pelas TVs com a digitalização do sinal. 
 
"Mas que fique claro. A oferta convergente, de voz, dados e TV, não será o nosso carro-chefe. É claro que vamos querer parceria com diferentes prestadores de serviços, mas nosso alvo é o vídeo sob demanda", explicou o presidente da TIM Brasil, Stefano De Angelis. Nesse caso, a parceria com a Netflix pode se aprofundar. "Temos nossos clientes de banda larga fixa, mais de 300 mil, no Rio e em São Paulo, com crescimento de 50% na base. Nas outras cidades vamos fazer parcerias e a Netflix é uma delas", acrescentou o executivo. Stefano De Angelis também confirmou que a TIM Brasil vai investir R$ 12,5 bilhões entre 2016 a 2018.
 
No terceiro trimestre, a receita líquida total da TIM caiu 5,3% no terceiro trimestre em relação ao mesmo período do ano anterior totalizando R$ 3,899 bilhões.No acumulado de nove meses, a receita líquida caiu 11,2%, totalizando R$ 11,574 bilhões. A receita líquida de serviços móveis caiu 3%, ficando em R$ 3,503 bilhões. No acumulado, foi de R$ 10,328 bilhões, uma queda de 6,4%. 
 
Segundo ainda o balanço, houve um aumento da receita chamada de "inovativa", que ficou em R$ 1,45 bilhão, ou 19,8% de aumento na comparação anual.  Na soma de janeiro a setembro, foi de R$ 4,142 bilhões, avanço de 21,5%. Considerando serviços de valor agregado (SVA) como todo, foram de R$ 1,603 bilhão (aumento de 13,9%) e de R$ 4,593 bilhões (aumento de 12,7%).
 
E para ampliar ainda mais essa receita, em 2017, a TIM vai apostar na conquista do usuário pré-pago e 2G para leva-lo ao 4G. "Queremos que esse usuário da recarga passe para um plano controle e aumentar o ticket médio de consumo de dados", detalhou De Angelis.
 
O executivo confirmou que há de se definir melhor as OTTs: entre aquelas que prestam serviço de comunicação e são concorrentes, como o WhatsApp, e as OTTs, que não são concorrentes diretos como a Netflix na TV por assinatura. No caso do WhatsApp, Stefano diz que não é possível dar franquia livre para o aplicativo."Se se paga 1 real pelo dado e 1 real pela voz, o serviço de voz vai perder e o usuário vai querer 1 real do dado para fazer voz. Não podemos ter o mesmo valor para dados se a nossa receita vai cair", pontuou.
 
4G em franca expansão
 
O balanço do 3º trimestre mostra ainda que a participação de Serviços de Valor Adicionado sobre a receita líquida de serviços móveis avançou de 38,9% para 45,8%. A empresa afirma que a recuperação da receita será conseguida com aumento do mix de pós-pago, maior penetração dos serviços de dados, melhora das condições da macroeconomia e de um ambiente "mais racional".
 
A receita média por usuário (ARPU) ficou em R$ 18,40, aumento de 12% em relação ao mesmo período de 2015.  Enquanto a ARPU sainte aumentou 16% e ficou em R$ 17,10, a entrante caiu 19% e ficou em R$ 1,30. O lucro líquido reportado da TIM caiu 48,7% no trimestre e totalizou R$ 184 milhões. Considerando o acumulado do período de janeiro a setembro, o lucro líquido caiu 76,1%, encerrando com R$ 386 milhões.
 
O EBTIDA caiu 18,1% e 28,8% no trimestre e no acumulado dos nove primeiros meses do ano, totalizando R$ 1,279 bilhão e R$ 3,641 bilhões, respectivamente.  A operadora fechou setembro com um total de 63,2 milhões de linhas, queda de 12,9% devido às desconexões do pré-pago – considerando somente o último trimestre, foram 2,565 milhões de desligamentos, total de 49 milhões. No pós pago, avançou 1,239 milhões no trimestre, ficando em 14,2 milhões de linhas.
 
A base 3G somou 33,6 milhões de acessos em setembro, queda de 17,5%. A base 4G chegou a 13,7 milhões, aumento de 170%. A penetração de smartphones atingiu 71% da base total em agosto, aumento de 0,86 p.p. em relação ao terceiro trimestre do ano passado. Os usuários únicos de dados atingiram 31,9 milhões, aumento de 2,2%.