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Clipping

25/11/2015 às 13:31

Tribunal nega anulação de processo contra jornalista envolvido no caso VatiLeaks

Escrito por: Redação
Fonte: Portal Imprensa

Jornalistas são acusados de associação criminosa, roubo e divulgação de documentos confidenciais da Santa Sé

Um tribunal na Itália rejeitou na última terça-feira (24/11) o pedido de anulação do processo contra o jornalista Emiliano Fittipaldi, acusado no caso VatiLeaks por "associação criminosa", roubo e divulgação de documentos confidenciais da Santa Sé. 
 
De acordo com a Agência de notícias Ansa, a representante do repórter, Lucia Musso, argumentou que a enunciação dos crimes pelos quais Fittipaldi é acusado não se encaixam no artigo 116 do código penal do Vaticano. 
 
Segundo a advogada, ele foi citado de forma abstrata, sem indicações dos atos e documentos que o comprometeram. O jornalista também criticou a falta de citações específicas no processo. "Eu decidi comparecer a esta audiência pelo respeito que tenho por este tribunal. Mas, mesmo comparecendo, preciso exprimir minha incredulidade em se imputado por uma autoridade judiciária diferente da do meu país, por ter escrito e publicado na Itália um livro em que pretendem me incriminar", declarou.
 
Por sua vez, o promotor de Justiça, Roberto Zannotti, argumentou que o jornalista é julgado "pelo que está no livro". Ele defendeu que o projeto do processo é o modo como as notícias foram obtidas.
 
Além de Fittipaldi, o repórter Gianluigi Nuzzi também está no processo. Eles são autores dos respectivos livros "Avarizia" e "Vía Crucis", nos quais citam documentos com informações sobre desperdício e má gestão no Vaticano, além da resistência à tentativa do Papa Francisco para corrigir as irregularidades.
 
Nuzzi, no entanto, não pediu a anulação do processo, mas disse que foi ao julgamento para defender "princípios". "Nós não somos mártires, somos apenas jornalistas. Mas, há princípios que precisam ser defendidos. Pode-se criticar, elogiar e também julgar. Porém, há um outro plano que é aquele de proteger e defender os direitos de informação", afirmou.