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Clipping

25/05/2015 às 14:04

Um terço dos lares brasileiros ainda não tem sinal de TV digital

Escrito por: Redação
Fonte: O Sul

28,5% das residências que têm TV dependem exclusivamente do sinal analógico

A televisão está presente em quase todos os lares brasileiros (97,2%), mas aproximadamente um terço deles ainda não possui o sinal digital, introduzido no País em 2007. Segundo dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 18,1 milhões de residências, ou 28,5% das 63,3 milhões que têm TV, dependem exclusivamente do sinal analógico, que será desligado pelo governo até o fim de 2018.
 
O instituto apurou que 19,7 milhões de domicílios – 31,2% do total com televisão – têm sinal digital aberto. O restante usa TV por assinatura ou antena parabólica e, por isso, não serão afetados pelo fim do sinal analógico. O levantamento do IBGE foi realizado em convênio com o Ministério das Comunicações, que observa os dados para definir as políticas públicas para ampliar o acesso à tecnologia. De acordo com Pedro Lucas Araújo, gerente de projetos da pasta, já era esperado que a TV digital aberta estivesse presente em cerca de um terço das residências brasileiras. Para ele, a divulgação do desligamento do sinal analógico, que já começou a ser feito em Brasília – primeira grande cidade prevista para fazer a transição, em abril de 2016 –, vai acelerar a adoção do sistema.
 
“A gente acredita que, com essa propaganda, o número de domicílios que comprarão o conversor para acessar o sinal digital aumente”, afirmou Araújo. Parte da baixa participação da TV digital está relacionada a uma tecnologia ultrapassada, mas ainda presente na maioria das casas brasileiras: a TV de tubo. Em 2013, 54,5% dos domicílios com televisão possuíam apenas esse tipo de aparelho, que requer o uso de um conversor para receber o sinal digital.
 
Ylka Chaves, 26 anos, faz parte dessa estatística. Ela tem em casa uma TV de tubo de 21 polegadas, comprada há oito anos. Apesar de gostar de TV, ela diz que deu prioridade a outros bens, como geladeira e fogão. “Meu orçamento é apertado e com dinheiro que juntei comprei outras coisas.”
 
A aposentada Lea Cadelucci, 77, também não vê razão para trocar sua TV antiga, adquirida há quatro anos. Sem conversor, ela ressalta que só trocará o aparelho quando o analógico for desligado. “Vou ter que comprar porque sou sozinha e assisto muito TV. Vou ficar olhando para o teto?”
 
Plano
 
O governo tem um plano para distribuir conversores para beneficiários do Bolsa Família. Para Daniel Slaviero, presidente da Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão), o desafio é grande. “Distribuir para as pessoas do Bolsa Família vai gerar volume para baixar os preços.” (AG)