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Clipping

24/04/2017 às 19:21

Usuários definem Internet como insegura e reclamam da falta de privacidade

Escrito por: Luís Osvaldo Grossmann
Fonte: Convergência Digital

Uma pesquisa feita em 24 países, inclusive no Brasil, indica que os internautas estão cada vez mais preocupados com a privacidade na internet. Segundo o levantamento, feito pelo instituto Ipsos e pelo Centro pela Inovação na Governança Internacional (CIGI), 57% dos entrevistados se dizem mais preocupados com esse tema do que há um ano. Na região que inclui Brasil, Índia e China, o percentual é ainda maior, 63%, atrás apenas dos 64% que o estudo separa em América Latina.
 
A pesquisa, que ouviu 24.225 mil pessoas entre dezembro de 2016 e março deste ano, aponta que 65% consideram que a internet não é segura. O principal motivo apontado são os cibercriminosos (82%), seguidos pelas próprias empresas da internet (74%), outros usuários (67%) e o próprio governo (65%). Nesse quesito, o Brasil aparece com um dos 24 países onde a confiança na rede é menor: apenas 46% dizem confiar, atrás dos 32% do Japão, 34% da Coreia do Sul, 43% da França e 44% da Alemanha. 
 
Como resultado, os entrevistados indicam mudanças de comportamento para proteger suas informações. Assim, 49% dizem que divulgam menos dados pessoais online e 40% tomam mais cuidado com seus dispositivos conectáveis. E cerca de 29% afirmam adotar auto censura sobre o que dizem na rede. 
 
Em linha com o medo maior de cribercriminosos, 45% dos entrevistados dizem evitar abrir e-mails de origem desconhecida, 38% usam antivírus e 37% evitam certos endereços na rede, enquanto 31% afirmam trocar senhas com regularidade. 
 
Ainda assim, há uma grande propensão para compras online. No geral dos 24 países, 78% afirmam fazer compras pelo menos uma vez por mês, contra 22% que evitam e-commerce. No Brasil, o uso é ainda maior, com 80% fazendo compras pelo menos uma vez por mês, sendo 18% de duas a cinco vezes por mês e 5% mais do que isso. Ainda segundo a pesquisa, 57% estão propensos a usar sistemas de pagamentos móveis, via smartphones (58% no Brasil). 
 
Além do Brasil, a pesquisa ouviu internautas na África do Sul, Alemanha, Austrália, Canadá, China, Coreia do Sul, Egito, Estados Unidos, França, Grã Bretanha, Hong Kong (China), Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Nigéria, Paquistão, Polônia, Quênia, Suécia, Tunísia e Turquia. Os resultados podem ser conferidos aqui.