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E-Fórum / Notícias

15/12/2016 às 21:21

Projeto 'Multiplicadores da Democracia' estimula a formação de redes de comunicação popular

Escrito por: Eloa Magalhães, Geanini Hackbardt, Amélia Gomes
Fonte: FNDC

Na mesa de abertura representantes da Sedpac, FNDC, Associação Brasileira de Rádios Comunitárias, Departamento de Telecomunicação do Estado e da Empresa Mineira de Comunicação

Capacitar comunicadores populares em todas regiões de Minas Gerais. Este é o objetivo do curso Multiplicadores da Democracia, que começou nesta terça-feira (13), em Belo Horizonte. O curso conta com a participação de diversos movimentos e organizações e é fruto de uma parceira entre o Fórum Nacional pela Democratização pela Comunicação e a Secretaria Estadual de Direitos Humanos (Sedpac). Ao longo dos quatro dias do evento os 60 comunicadores, de 14 territórios do Estado, participam de oficinas como Mídia Livre, Web Rádio e palestras sobre meios alternativos de comunicação.
 
Na mesa de abertura representantes da Sedpac, FNDC, Associação Brasileira de Rádios Comunitárias (Abraço), Departamento de Telecomunicação do Estado (Detel) e da Empresa Mineira de Comunicação, deram as boas vindas aos cursistas. “Esse curso é a concretização da unidade dos movimentos que compõem o FNDC em torno da Democratização da Comunicação”, afirmou Florence Poznanski, do FNDC. 
 
A representante da Abraço, Inês Fortes, destacou que a classe trabalhadora se organiza historicamente para criar seus canais de comunicação e garantir este direito, mesmo que seja improvisando equipamentos, como ocorre muitas vezes nas rádios livres. “Cada um tem o sonho de se expressar, de dar sua visão de mundo. E a rede de rádios comunitárias têm esse poder”, explicou Fortes. Já Flávio Henriques, presidente da Empresa Mineira de Comunicação, dispôs as emissoras de Rádio e TV públicas para contribuir na formação dos novos comunicadores.
 
O Secretario de Direitos Humanos, Nilmário Miranda, relembrou a história dos jornais de bairro e como a diversidades de vozes é importante na efetivação dos direitos. “Aqui no Estado estamos fazendo diferente. Se no país vem crescendo o retrocesso, a intolerância, o ódio e a discriminação, Minas Gerais caminha no sentido inverso, construindo pautas democráticas. Não há democracia sem direitos humanos e nem direitos humanos sem democracia”, ressaltou Miranda. 
 
Em consonância, a palestra de abertura, ministrada por Joana Tavares, do jornal Brasil de Fato, abordou temas como a conjuntura política e o caráter midiático do desmonte da democracia brasileira. Para ela, “a mídia hegemônica no Brasil sempre foi golpista, mas os movimentos populares também têm tradição de comunicação de resistência, imprensa sindical, anarquista, de movimento social. Precisamos resgatar isso”, destacou.