Na pauta, soberania, inteligência artificial, regulação das plataformas digitais e dos meios tradicionais e o fortalecimento da comunicação pública e popular, além das propostas para plataforma eleitoral de mobilização dos candidatos nas eleições deste ano
Após passar por Porto Alegre-RS, Belém-PA, Recife-PE e São Paulo-SP, a Caravana do FNDC pelo Direito à Comunicação estará novamente na Região Sul, desta vez em Florianópolis-SC, no sábado 18 de julho. O local das atividades ainda não está definido e será divulgado em breve, assim como a programação.
A pauta de debates contemplará temas como soberania, inteligência artificial, regulação das plataformas digitais e dos meios tradicionais e o fortalecimento da comunicação pública e popular, principalmente nos territórios. A proposta é manter uma agenda contínua de caravanas até o fim do ano, com encontros mensais em diferentes regiões do país.
Larissa Gould, secretária de Finanças do Fórum, afirma que essa circulação territorial tem contribuído para a riqueza dos debates, ao reunir experiências diversas e perspectivas locais sobre os desafios da comunicação no Brasil. Além de ampliar o alcance das discussões, a regionalização também cumpre uma função estratégica na elaboração de propostas.
De acordo com Larissa, todas as contribuições apresentadas nos encontros estão sendo sistematizadas por meio de relatorias. “Essa construção coletiva vai virar documentos que darão base à construção de uma plataforma eleitoral do FNDC, que deverá ser consolidada no segundo semestre, reunindo contribuições de entidades filiadas”.
Helena Martins, secretária-geral do FNDC, contextualiza a relevância da Caravana do FNDC no cenário internacional. Ela lembra que o Brasil, assim como outros países periféricos, estão em um momento crucial para a sua soberania. “As big techs estadunidenses estão atuando junto com o governo Trump contra iniciativas de regulação de suas atividades em territórios nacionais que deveriam ser soberanos”.
Por isso, a mobilização da sociedade é fundamental para pressionar os poderes públicos a adotar políticas de proteção a populações vulneráveis, de proteção dos dados da população, de privacidade, de forma soberana e que atenda às necessidades de brasileiros e brasileiras, e não dos interesses políticos e corporativos dessas empresas, arremata Helena.





