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FNDC PB E CUT PB mobilizam candidaturas a prefeito e vereador com propostas dos trabalhadores para a comunicação e demais setores

Eventos realizados em João Pessoa e Campina Grande tiveram adesão de candidaturas do PT, PC do B, PSOL, UP, Rede, PCO, PSTU, PDT e Podemos

O Comitê pela Democratização da Comunicação na Paraíba – FNDC/PB mobilizou candidatos a prefeito e vereador na capital João Pessoa e na segunda maior cidade do estado, Campina Grande, em torno da plataforma “Eleições 2024: a comunicação que queremos para os municípios”.

Em João Pessoa, a entrega do documento aos candidatos, com assinatura do termo de compromisso, foi realizada no dia 17 de setembro, no auditório do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Educação do Estado da Paraíba (SINTEP PB). Em Campina Grande, no dia 20, no Sesc Centro.

As atividades foram organizadas junto com a CUT PB, que também entregou sua “Plataforma da CUT para as Eleições 2024” e colheu assinaturas de compromisso com suas propostas. Participaram, candidatos do PT, PC do B, PSOL, UP, Rede, PCO, PSTU, PDT e Podemos.

A plataforma do FNDC contém 75 propostas voltadas para a defesa da democracia, transparência na gestão pública e participação popular, com foco no fortalecimento da comunicação nas cidades. Entre as sugestões estão a constituição dos conselhos municipais de comunicação social, a realização da segunda Conferência Nacional de Comunicação, fortalecimento da comunicação pública e comunitária e regulamentação do uso de tecnologias de reconhecimento facial com rigorosos padrões éticos.

A plataforma da CUT contém 13 pontos centrais que visam à defesa do bem-estar da população brasileira e dos trabalhadores e trabalhadoras de todo o país, sendo uma contribuição importante para a construção de políticas públicas mais inclusivas e voltadas à classe trabalhadora.

O sindicalista Alex Albino Lopes, coordenador do FNDC PB, considerou a mobilização promissora. “Divulgamos e discutimos nossas propostas para os candidatos e candidatas, dando nossa contribuição ao debate público tão importante numa campanha eleitoral. É necessário que partidos e candidatos saibam que a sociedade civil está organizada em torno de propostas para amplos setores e que um desses setores é o da comunicação”.

FNDC PB lança plataforma para as eleições 2024 na terça (17/9), em João Pessoa

O Comitê Estadual do FNDC na Paraíba lançará a plataforma “Eleições 2024: A Comunicação que Queremos para os Municípios” na próxima terça (17/9). A atividade reunirá militantes, candidatos e lideranças locais no Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Educação do Estado da Paraíba (SINTEP-PB), no centro de João Pessoa, às 15h. Na ocasião, também será lançada a “Plataforma da CUT para as Eleições 2024”.

A plataforma do FNDC contém 75 propostas voltadas para a defesa da democracia, transparência na gestão pública e participação popular, com foco no fortalecimento da comunicação nas cidades. Durante o lançamento, o documento será entregue a candidatos e candidatas a prefeito(a) e vereador(a) de João Pessoa–PB. Na mesma semana, no dia 19/9, será a vez de mobilizar candidatos e candidatas em Campina Grande, segunda maior cidade do estado.

A plataforma da CUT contém 13 pontos centrais que visam à defesa do bem-estar da população brasileira e dos trabalhadores e trabalhadoras de todo o país, sendo uma contribuição importante para a construção de políticas públicas mais inclusivas e voltadas à classe trabalhadora.

>> Mais informações: “Eleições 2024: a comunicação que queremos para os municípios”

TVT traz reportagem sobre as propostas do FNDC para a comunicação nos municípios

Propostas contemplam mais de 70 medidas centradas no interesse público que podem ser adotadas pelas prefeituras para o setor da comunicação 

A plataforma eleitoral do FNDC contendo propostas para a comunicação em âmbito municipal foi tema da reportagem da TVT. Mais do que um documento, as mais de 70 propostas elaboradas pela entidade são um instrumento de mobilização do movimento pela democratização da comunicação durante as eleições municipais. Até o momento, a plataforma havia sido entregue a dois candidatos a prefeito: Lúdio Cabral, de Cuiabá-MT, e Evando Leitão, de Fortaleza-CE.

>> Eleições 2024: A comunicação que queremos para os municípios

No geral, as propostas do FNDC para as administrações municipais têm o objetivo de provocar as prefeituras a adotarem políticas públicas de promoção da comunicação de interesse público. A reportagem da TVT destacou as propostas de combate à desinformação, que sugerem às administrações municipais eleitas o desenvolvimento de programas de educação midiática nas escolas, movimentos populares e associações de moradores; e campanhas de conscientização sobre as “fake news”.

O programa entrevistou o coordenador-geral do FNDC, Admirson Ferro Júnior, o secretário de Formação, Geremias dos Santos, e a diretora de comunicação, Rita Casaro. Greg ressaltou que o objetivo do FNDC é direcionar o setor da comunicação para o interesse público, “dentro de valores democráticos”. Geremias dos Santos destacou a necessidade de ampliação da comunicação comunitária como instrumento de formação, visando, inclusive, o combate à desinformação. “Vivemos expostos a informação de todo tipo nas redes sociais, então a educação midiática se faz ainda mais necessária”.

A mobilização do FNDC durante campanhas eleitorais não é uma iniciativa nova. Em todas as eleições, a entidade se mobiliza para obter dos candidatos a prefeito, governador e presidente da República o compromisso de adotar políticas públicas para o setor da comunicação que dialoguem com o interesse público e possam contrapor o hegemonismo das grandes redes comerciais de rádio e TV, e, nos últimos, o estabelecimento de regulação para as plataformas digitais.

Assista à reportagem na íntegra

Candidato a prefeito de Cuiabá recebe propostas do FNDC para a comunicação

O candidato a prefeito de Cuiabá-MT Lúdio Cabral recebeu de representantes do FNDC a plataforma “Eleições 2024: a comunicação que queremos para os municípios”.

O documento contém as propostas do movimento pela democratização da comunicação para o setor no âmbito municipal.
Lúdio Cabral concorre pela coligação “Coragem e Força pra Mudar” formada pelos partidos PT/PSD/ PCdoB/PV/PSOL/REDE.

O documento, aprovado na 25ª Plenária Nacional do FNDC, contém cerca de 75 propostas que contemplam diversas medidas no campo da comunicação e tem como princípios básicos a defesa da democracia, a transparência na gestão pública e a participação popular.

Entre as propostas estão a constituição dos conselhos municipais de comunicação social com vistas à realização da segunda Conferência Nacional de Comunicação, fortalecimento da comunicação pública e comunitária e regulamentação do uso de tecnologias de reconhecimento facial com rigorosos padrões éticos.

Na foto com o candidato, Geremias dos Santos, secretário de Formação do FNDC e presidente da Associação Brasileira de Rádios Comunitárias (Abraço Brasil) e o jornalista Enock Cavalcanti (Sindicato dos Jornalistas do Mato Grosso).

FNDC convida entidades a participarem da eleição do CNDH

Foto: Marcus Rocha/CNDH

Conselho tem 18 vagas, sendo nove titulares e nove suplentes. Inscrições se encerram nesta sexta (16/8)

O Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) convida todas as entidades nacionais com atuação na área de direitos humanos a participarem do processo eleitoral que definirá a composição do Conselho Nacional dos Direitos Humanos (CNDH) para o biênio 2024-2026. As organizações interessadas que ainda não estão participando do processo têm até esta sexta (16/8), para se inscrever.

Podem participar da eleição e se candidatar a uma das 18 vagas as organizações da sociedade civil e os movimentos sociais de abrangência nacional que desempenhem relevantes atividades relacionadas à defesa dos direitos humanos. De acordo com o Regimento Interno (art. 9º, V), as nove mais votadas serão indicadas para a titularidade e as nove subsequentes para a suplência.

As inscrições devem ser realizadas exclusivamente pela internet, até as 23h59 (horário de Brasília) do dia 16/8/24, pela url www.gov.br/participamaisbrasil/eleicoes1.

FNDC pleiteia recondução

Nos últimos anos, o Fórum tem participado do CNDH como entidade titular e também participará do processo eleitoral em curso, pleiteando sua permanência no colegiado.

Documentos exigidos para a habilitação

  1. cópia do Estatuto Social, em sua mais recente versão, assinado e registrado em cartório;

  2. cópia da mais recente Ata de Eleição da Diretoria assinada e registrada em cartório;

  3. relatório de atividades desenvolvidas em território nacional que comprove relevantes ações relacionadas à defesa dos direitos humanos nos dois anos anteriores à data da inscrição para a eleição, acompanhado de documentos comprobatórios, como publicações elaboradas pela instituição (livros, folders, jornais, vídeos, matérias jornalísticas, fotos etc.);

  4. declaração de membro da diretoria, do secretariado ou da coordenação da organização da sociedade civil firmando a autenticidade do teor e forma dos documentos apresentados (Anexo I – Declaração de Veracidade);

  5. documento assinado por membro da diretoria, do secretariado, da coordenação ou da representação geral da organização da sociedade civil com indicação de representante da entidade para participar como votante da eleição no Encontro Nacional (Anexo II – Representante da organização da sociedade civil ou do movimento social para participar como votante no Encontro Nacional);

  6. documento assinado por membro da diretoria, do secretariado, da coordenação ou da representação geral da organização da sociedade civil indicando a pessoa que será a representante da entidade para o exercício de eventual mandato no biênio (Anexo III – Representante da organização da sociedade civil ou do movimento social para o exercício do mandato no biênio 2024-2026).

Candidato do PT à prefeitura de Fortaleza é o primeiro a receber propostas do FNDC

Evandro Leitão, candidato a prefeito de Fortaleza pelo PT, foi o primeiro a receber as propostas do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) para o setor da comunicação em âmbito municipal.

A plataforma “Eleições 2024: a comunicação que queremos para os municípios”, é o principal instrumento de mobilização do FNDC durante as eleições municipais e foi entregue ao candidato nesta terça (6/8).

O documento, aprovado na 25ª Plenária Nacional do FNDC, tem como princípios básicos a defesa da democracia, a transparência na gestão pública e a participação popular, e contém cerca de 75 propostas que contemplam diversas medidas no campo da comunicação.

Entre as propostas estão a constituição dos conselhos municipais de comunicação social com vistas à realização da segunda Conferência Nacional de Comunicação, fortalecimento da comunicação pública e comunitária e regulamentação do uso de tecnologias de reconhecimento facial com rigorosos padrões éticos.

CUT ressalta a importância do FNDC para o processo de democratização da comunicação

Agosto começou com mobilização na Paraíba. Foi realizada, no dia 1º/8, reunião do Fórum Nacional de Democratização da Comunicação (FNDC) para debater a comunicação pública no Brasil e as propostas do FNDC para candidatos ao Executivo e ao Legislativo municipais. O coordenador-geral do Fórum, Admirson Medeiros (Greg), participou do encontro.

Para Greg, a reunião foi muito produtiva e reforçou a necessidade de integração dos movimentos, “esse encontro que teve o objetivo de organizar as ações do fórum aqui na Paraíba. Temos a necessidade de interação entre os movimentos para construção de projetos coletivos e ações permanentes do fórum, com diálogos sobre diversos temas. Conseguimos já adiantar uma data para um evento na universidade, no próximo dia 20, onde falaremos sobre desinformação e fake News, e aproveitando a oportunidade para entregar uma plataforma que foi construída na última plenária do FNDC aos candidatos a prefeito/a e vereadores/as, enfim, uma reunião empolgante onde todos/as saíram dispostos a reunir blogueiros, rádios comunitárias, mídia ativista e os movimentos sociais como um todo, nessa questão da discussão da democratização da comunicação”.

Representando a CUT Paraíba no debate, o secretário de Comunicação da CUT Paraíba, Joel Cavalcante, destaca a importância dessa discussão, “uma comunicação pública, democrática e popular é essencial para fortalecer a democracia brasileira e defender os direitos da classe trabalhadora, e a CUT se soma na luta do FNDC para democratizar a comunicação”.

Fonte: Secom/CUTPB

FNDC pede demissão de Juscelino Filho pelo segundo ano consecutivo

Foto: Isac Nóbrega/MCom

Moção aprovada na 25ª Plenária Nacional exige saída imediata do ministro das comunicações, que vem gerindo a pasta sem nenhum diálogo com a sociedade civil e enfrenta investigações por corrupção

Os delegados da 25ª Plenária Nacional do FNDC (28 a 30 de junho) aprovaram a reedição da moção pela demissão do ministro das Comunicações, Juscelino Filho (União Brasil). Moção semelhante foi aprovada na 24ª Plenária, realizada em 2023. No texto, os representantes das entidades participantes da plenária exigem a saída imediata do bolsonarista.

O FNDC e as entidades do campo da democratização da comunicação vêm alertando o governo Lula da importância estratégica do Ministério das Comunicações para sua gestão desde a época da transição. Ainda em dezembro de 2022, quando foi nomeado para o cargo, o FNDC e diversas organizações dos movimentos sociais apontaram o retrocesso que um político com o histórico e o posicionamento político de Juscelino Filho representa para a pasta da comunicação.

Juscelino faz uma gestão distanciada, sem nenhum espaço de diálogo com a sociedade civil, e permitiu retrocessos na radiodifusão, como a aprovação da Lei 14.812/24. A lei, aprovada no Congresso Nacional em tempo recorde e sem nenhuma discussão em plenário, portanto, sem participação da sociedade, aprofunda e amplia a concentração da propriedade de emissoras de rádio e TV no país.

Apesar de ter enfrentado graves denúncias de corrupção, o ministro tem se mantido no cargo. Uma das denúncias, feita pela Controladoria-Geral da União, é de que 80% de uma estrada construída com verba parlamentar no Maranhão, estado de origem do político, beneficiaria somente suas propriedades e as de seus familiares. Em outra denúncia, Juscelino teve os bens bloqueados pelo ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), por suspeita de participação em uma organização criminosa que desvia recursos da Codevasf na cidade de Vitorino Freire-MA, administrada pela sua irmã. Além dessas, o ministro também enfrenta outras denúncias.

Na moção, o FNDC lembra que não há democracia sem comunicação democrática, e que a manutenção de Juscelino nas comunicações é garantia de que não haverá sinais de implementação de políticas públicas democráticas para o setor da comunicação no país.

>> Leia a moção na íntegra

FNDC exige fim do sucateamento da comunicação pública aos governos do Distrito Federal, Minas Gerais e São Paulo

Alinhados com a política bolsonarista de promoção da desinformação, governadores Ibaneis Rocha, Tarcício de Freitas e Zema aprofundam o sucateamento das empresas públicas de comunicação

A 25ª Plenária Nacional do FNDC, realizada entre 28 e 30 de junho, aprovou moções de repúdio à precarização da comunicação pública pelos governadores do Distrito Federal, São Paulo e Minas Gerais.

Em Brasília, a precariedade imposta à Rádio Cultura FM vem se agravando ainda mais desde 2018, quando teve início o governo de Ibaneis Rocha. A emissora conta com apenas seis profissionais e todos os cargos em comissão foram extintos. No texto, o FNDC exige reestruturação urgente e manifesta solidariedade aos trabalhadores e trabalhadoras da estatal.

Em Minas Gerais, o governo Zema vem intensificando o sucateamento da Empresa Mineira de Comunicação (EMC). Além de reduzir o orçamento, o governo vem perseguindo e assediando moralmente os trabalhadores da estatal.

A moção cita “as evidentes baixas gradativas da equipe de Esportes da Rádio Inconfidência, que conta hoje com apenas com um trabalhador efetivo” e a precarização do trabalho (acúmulo de horas) com frequentes baixas no departamento de Jornalismo. O clima organizacional na emissora é “adoecedor e ameaçador”.

Mais recentemente, o Governo Zema decidiu não renovar o acordo de liberação da trabalhadora Lina Rocha, que é presidenta do Sindicato de Jornalistas Profissionais de Minas Gerais, entidade que tem denunciado o desmonte da EMC.

Em São Paulo, o governo de Tarcísio de Freitas tem aprofundado o desmonte da Rádio e TV Cultura, patrimônio do povo paulista gerido pela Fundação Padre Anchieta. Sem reajuste salarial há mais de dez anos, os trabalhadores estão se mobilizando para reivindicar melhorias salariais e das condições de trabalho.

Os trabalhadores da Fundação denunciam que as medidas adotadas pelo governo de Tarcísio são as mesmas que o governo Bolsonaro tomou em relação à EBC: demissões, esvaziamento da programação e a não participação da sociedade civil na construção da rádio e da TV.

Recentemente, a base de deputados bolsonaristas tentou abrir uma CPI na Assembleia Legislativa com a intenção de atacar a comunicação pública de São Paulo.

Confira as moções na íntegra

EBC: governo se compromete a criar Comitê de Participação Social nos próximos 60 dias

Ministro recebeu relatório final do GT de Comunicação pública e Participação Social em reunião realizada no Palácio do Planalto na noite desta quarta. Além do comitê, será criado também um Sistema Nacional de Participação Social na Comunicação Pública

O ministro interino da Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Seco/PR), Laércio Portela, se reuniu com os membros do Grupo de Trabalho de Comunicação Pública e Participação Social, na noite desta quarta-feira (17/7), para receber o relatório final contendo as sugestões para o resgate do caráter público da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

Na reunião, realizada no Palácio do Planalto, ficou definido que a EBC deve criar e regulamentar, no prazo de 60 dias, o Comitê de Participação Social, Diversidade e Inclusão. Esse comitê integrará o Sistema Nacional de Participação Social na Comunicação Pública, que abrigará, também, a Ouvidoria, o Comitê Editorial e de Programação e também a Assessoria de Participação Social e Diversidade.

O Comitê de Participação Social, Diversidade e Inclusão será integrado por representantes da sociedade civil, da EBC e de emissoras da Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP), sendo um de cada região geográfica do país. As medidas eram não só esperadas, mas reivindicadas, após a extinção do Conselho Curador da EBC pelo governo Temer, em 2016. O Conselho era a instância que garantia o diálogo direto da empresa com a sociedade, ampliando a participação social nos projetos de comunicação. Só em 2023, com o início do mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, iniciou-se novamente o debate de medidas para a retomada da comunicação pública conforme os parâmetros internacionais.

O Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) celebra a tão aguardada notícia e comemora o resultado das articulações e da pressão da sociedade civil sobre o governo. “Nos últimos meses, temos participado ativamente das conversas com o governo federal. Junto com outras entidades e com os trabalhadores da EBC, mantivemos pressão sobre a Secom/PR desde o início do mandato do presidente Lula para reaver o caráter público das empresas que estão sob a liderança da EBC, praticamente desmontado nos governos Temer e Bolsonaro”, afirma o coordenador-geral do FNDC, Admirson Ferro Júnior (Greg).

Greg pondera que a entrega do relatório final do GT de Comunicação Pública e Participação Social não encerra a tarefa das entidades da sociedade civil que defendem a comunicação pública como instrumento democrático. “Seguimos mobilizados para que a implementação das medidas tão aguardadas siga o fluxo esperado”, garante. Na última segunda (5/7), o FNDC encaminhou à Secom e à presidência da EBC a moção aprovada na 25ª Plenária do FNDC cobrando novamente a finalização do GT e a implementação das medidas propostas em seu relatório final.

Atribuições do Comitê

Confira as atribuições do Comitê de Participação Social, Diversidade e Inclusão da EBC

  • Acompanhar as diretrizes da programação veiculada pelas emissoras de comunicação pública operadas pela EBC no que tange à participação social, diversidade social, cultural, regional e étnica e da pluralidade de ideias na abordagem dos fatos
  • Propor e realizar audiências e consultas públicas sobre comunicação pública
  • Criar grupos internos para debater assuntos relacionados às competências do Comitê
  • Apoiar a estruturação das instâncias de participação social nas emissoras que compõem a RNCP
  • Propor um banco de pautas colaborativas e de outros conteúdos
  • Sugerir e realizar cursos, oficinas, seminários e cartilhas para produção conjunta com a EBC para ampliar o conhecimento da sociedade sobre a comunicação pública

Para a relatora Rita Freire, ex-conselheira do Conselho Curador da EBC, o encontro desta quarta não representa só a entrega de um relatório, mas o resultado de um “longo processo de resgate democrático”.  “A EBC se dispôs e se abriu para abrigar essa experiência, porque queremos que ela dê início a uma etapa de construção da participação social, que venha, no futuro, a ter aquelas atribuições, que lá atrás, foram pensadas para toda a sociedade: de tomar decisões, de ajudar a construir, de participar efetivamente da gestão. Agora, o que queremos é dar início a esse diálogo permanente com a sociedade, com o projeto de comunicação pública que a EBC detém”, conclui a relatora.

Para Rita, o trabalho representa “uma dívida do Estado com a comunicação de um modo geral e com a sociedade, para que ela possa construir sua própria experiência de comunicação: que é a comunicação pública.”

Compromisso

O presidente da EBC, Jean Lima, reforçou o compromisso de cumprir o prazo definido no relatório para a criação de todo esse sistema de participação social, garantindo, inclusive, “a representação da diversidade cultural e territorial” do país. Ele ainda acrescentou que a Assessoria de Participação Social “vai ter esse papel de introdução, com todos os segmentos da sociedade, de fazer o diálogo com os dois comitês dentro de uma rede do sistema de participação social”, esclareceu. “Não há comunicação pública sem participação social”, reforçou.

Grupo de Trabalho

Composto por representantes da Secom, da EBC, dos trabalhadores e da sociedade civil, que assumiram o compromisso de debater propostas e diretrizes para aprimorar a participação social na EBC, o GT foi instituído pela Portaria Secom/PR nº 19, de 15 de novembro de 2023 para discutir medidas de fortalecimento do pressuposto básico da definição do que é a comunicação pública. O grupo realizou oito reuniões, discussões e troca de ideias.

Com informações da Secom/PR